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Biografia de Michel-Edouard Leclerc
MICHEL-EDOUARD LECLERC “REBELDE MAS CONSTRUTOR”

No dia 25 de Maio, Michel-Edouard Leclerc nasce em Landemeau (Finistère), muito apegada à sua terra natal, volta várias vezes, confessando até “utilizar todos os pretextos profissionais para voltar lá”. Efectua a sua escolaridade no “Petit Séminaire de Viry Chatillon (Essone) que integra em 1963. Aprende aí “a necessidade do compromisso social”, em casa, diz “a vontade de aprender era motivada pela vontade de agir”. Apaixonado pelas profissões de jornalismo e educação, inicia estudos de ciências políticas e de filosofia na Sorbonne. Desloca-se às conferências de Michel Serres sobre a filosofia das ciências, escreve artigos para “O que escolher na Europa e sobre o ambiente – temas então inovadores para a época. Nada parece predestiná-lo a seguir os passos do pai. Se admira a coragem dele e a sua persistência nos combates, é no entanto atingido pelos ataques permanentes de que este é objecto.

Em 1975, finaliza os seus estudos com um doutoramento em ciências económicas; em 1978, decide juntar-se à empresa familiar como conselheiro técnico nos centros E. Leclerc. A sua vontade de agir já não se fica pela simples atitude de observador. Responsável pelos assuntos dos combustíveis, funda em 1979 a Siplec (a Sociedade de Importação E. Leclerc). Impregnado dos valores vinculados pelo seu pai, quer liberalizar o mercado dos combustíveis e opõe-se aos lobies petrolíferos que impedem a revisão dos preços para baixo. Este primeiro combate será emblemático no conjunto da sua acção no seio do movimento: uma luta perpétua a favor do poder de compra e contra os monopólios, sejam eles quais forem. Assim, em 1981, inicia um braço de ferro contra a Lei Lang, que fixa o preço único do livro e proíbe os descontos de 5% sobre o preço do editor; não ganhará a causa neste caso, o que não afecta a sua combatividade e as suas convicções, antes pelo contrário. Permite-lhe alcançar várias vitórias ao longo do tempo. Assim, a libertação dos preços do combustível, finalmente adquirida em 1985 após centenas de processos, será seguida pela venda de bijutaria (Criação do Manèges à Bijoux) em 1986. Em 1987, a insígnia lança E. Lelcerc Voyages, esta loja especializada torna à partir de agora as viagens acessíveis à mais pessoas. Vem depois a venda de produtos de parafarmácia em 1988. A seguir é a vez da cultura: em 1994, os Espaços Culturais E. Leclerc propõem uma vasta escolha de produtos culturais ao consumidor. Paralelamente, em 1988, Michel-Edouard Leclerc torna-se co-presidente ao lado do pai da ACDLEC (Associação dos Centros Distribuidores E. Leclerc) fundada em 1964 que é encarregada, nomeadamente, de gerir da melhor maneira a marca E. Leclerc. Dotado de um certo carisma e de um sentido agudo da comunicação, nunca mais deixa, a partir de então, de tomar a palavra sobre os assuntos que fizeram a fama do Movimento, como os preços ou o poder de compra. Entre os outros compromissos que acarinha: a protecção do ambiente. O seu apego à uma região marcada pelas marés negras assim como a sua sensibilidade natural para com estas questões levam-no muito cedo a preocupar-se com o impacto da actividade humana sobre o ambiente. Em 1996, pelo seu impulso, os centros E. Leclerc são os primeiros a eliminar os sacos plásticos na caixa e trocá-los por sacos recicláveis e substituíveis de forma vitalícia. Em 1998, a insígnia organiza uma vasta operação de recolha de lixo pela França, “Limpar a Natureza”. Realizada todos os anos, também tem por objectivo sensibilizar a população. Desde então, a insígnia também lançou uma gama de produtos de limpeza “verde” e leva uma política comprometida a favor da ambiente: concepção de novas lojas HQE, participação no programa The Forest Trust (TFT), que certifica as fileiras de fornecimento de madeira (2004), envolvimento dos fornecedores no processo de desenvolvimento sustentável da insígnia … Michel- Edouard Leclerc também fez muito para o desenvolvimento do comércio equitativo, assegurando sem parar a promoção das suas lojas, até se tronar o primeiro distribuidor de produtos equitativos em França (2005) e implementar a sua própria gama de produtos (Entr’aide, em 2008) para contribuir para a sua visibilidade e o seu desenvolvimento. Tocado por todas as formas de sofrimento, dedica tempo e energia a várias acções de solidariedade, como a deficiência, entre outros.

Este compromisso nos combates estruturantes, para a insígnia e para a sociedade em geral, é acompanhado de paixões mais pessoais, como o seu gosto pela BD. Em 1991, participa pela primeira vez no festival de Angoulême, que patrocinará até 2007; dedicou à 9ª arte um livro de entrevistas com uns cinquenta autores, literários no universo da banda desenhada, lançado em 2005. Pai de 4 crianças, este grande comunicador criou um blogue em 2005, “De quoi je me M.E.L”, que anima consoante as suas vontades, paixões e desagrados. Trata de assuntos de actualidade, de questões de orientação do movimento E. Leclerc e responde às interpelações lançadas à insígnia na comunicação social.

Hoje, Michel-Edouard Leclerc iniciou um novo combate: o consumo responsável. O consumo está no centro dos debates sobre o impacto dos nossos modos de vida no meio ambiente. Consciente do seu papel “de influenciador” em matéria de consumo Michel-Edouard Leclerc compromete-se, por conseguinte, em propor novas práticas e novos comportamentos.
Bibliografia:

• La planète n’est pás à vendre

• Nicolas Vial et Michel-Edouard Leclerc. Ed. Naïve – 2009

• Du bruit dans le Landemeau: entretiens avec Yannick Le Bourbonnec

• Yannick Le Bourbonnec et Michel-Edouard Leclerc. Ed. Albin Michel, Paris – 2004

• Itinéraires dans l’univers de la bande déssinée

• Michel-Edouard Leclerc, avec Chantal-Marie Wahl. Ed. Flammarion, Paris – 2003

• La Fronde des caddies : vers une nouvelle société de consommation

• Michel-Edouard Leclerc. Ed. Plon, Paris – 1994
*auto-citação num quizz realizado por Roland Mihaïl para o Express.fr no dia 10 de Março de 2003.
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