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ÓLEO DE PALMA 100% SUSTENTÁVEL

As plantações de palmeiras de óleo fornecem um óleo vegetal abundante, com características tecnológicas específicas. Este óleo é utilizado no fabrico de produtos alimentares transformados (75 a 80%), de drogaria, de perfumaria, de higiene ou cosmética (18 a 20%). Serve também na produção de combustíveis agrícolas (2 a 5%). Respondendo à procura, a produção mundial de óleo de palma não pára de aumentar (de 46,7 milhões de toneladas em 2010, poderá atingir 63,7 milhões em 2020 (fontes: FAPRI, LMC, ISTA Mielke 2010).

Este aumento inscreve-se no contexto mais global de uma procura e de uma produção crescente à escala mundial dos óleos alimentares vegetais. Daqui até 2020, esta produção deverá assim aumentar de mais de 30% para atingir 190 milhões de toneladas contra quase 147 hoje. Os três quartos do aumento da procura mundial deverão acontecer à imagem dos dois terços da expansão requerida da cultura das plantas oleaginosas na origem destes óleos vegetais (fonte: OCDE/FAO (2011), Perspectivas agrícolas da OCDE e da FAO 2011-2020, Edições OCDE. http://dx.doi.org/10.1787/agr_outlook-2011-fr). Cerca de um terço da contribuição complementar em óleo vegetal até 2020 deverá estar finalmente preenchida pelo óleo de palma.

Consciente destas questões e das suas responsabilidades enquanto distribuidor, o E. Leclerc iniciou desde 2004 um procedimento voluntarista e progressivo visando reduzir a sua pegada florestal. Um plano floresta sobre 4 setores chave em matéria de pegada florestal (madeira, óleo de palma, papel e soja), foi elaborado pela insígnia, com, para cada objeto, um dispositivo específico.

Nota: O contexto regulamentar dos combustíveis agríolas é tratado pelo decreto francês nº2011-1468 de 9 de Novembro 2011 tomado para a aplicação da portaria fazendo transposição das directrizes europeias nº2009/28/CE e 2009/30/CE de 23 abril 2009 na área das energias renováveis e dos biocombustíveis. O código da energia fixa assim no estado atual para 2020 um objetivo vinculativo de 10% de energias renováveis no consumo final de energia no setor dos transportes e um objetivo de redução de 10% das emissões de gases com efeito de estufa produzidos no conjunto do ciclo de vida dos combustíveis ou da energia fornecida. Isto implica a utilização e adição aos combustíveis tradicionais de combustíveis fabricados a partir de óleos vegetais (óleo de palma, colza, soja, milho nomeadamente). Dado o contexto regulamentar particular, os combustíveis agrícolas serão objeto de uma política específica.

A parceria com TFT

O procedimento implementado pela insígnia com o apoio de TFT trata de:

• determinar a nossa pegada óleo de palma e identificação dos produtos com maior impacto
• analisar os riscos ligados às nossa cadeias de fornecimentos.
• identificar as alavancas de ações

Em 2009, as equipas de TFT realizaram, por conseguinte, uma consulta do conjunto dos nossos fornecedores em questão e um estudo em colaboração com as equipas qualidade e desenvolvimento sustentável da insígnia de modo a medir as toneladas de óleo de palma ( e palmista) utilizadas diretamente ou indiretamente (sob forma de ingredientes específicos) nos produtos MDD e daí deduzir a pegada florestal óleo de palma da insígnia.

Os produtos MDD necessitavam assim, para os fornecedores em 2009, o equivalente de 11 000 toneladas de óleo de palma bruta (e de palmista), do qual:

• 10.500 toneladas para os produtos alimentares (antes da substituição nas batatas fritas)
• 500 toneladas para os produtos de drogaria/ perfumaria/higiene (DPH)

As 11 000 toneladas de óleo de palma mobilizavam uma superfície de plantações de 2997 hectares; o que representava, no estado actual da produção mundial (46,7 milhões de toneladas em 2009), 0,023% desta produção.

Os eixos de progresso identificados juntamente com TFT para garantir a não contribuição na desflorestação do óleo de palma utilizado e na redução da pegada óleo de palma são as seguintes:

• diminuir a quantidade de óleo de palma utilizada nas receitas substituindo-o por uma ou várias outras matérias gordas que não contribuem para a desflorestação.
• exigir progressivamente a utilização de óleo de palma ( e de palmista) certificado RSPO segundo, a mínima, as modalidades da opção Mass balance.
• trabalhar para o recurso, além da opção Mass balance, o óleo de palma certificado RSPO segundo as disposições da opção Segregada, segundo a opção capaz de garantir a utilização física e traçada do óleo de palma, em cada um dos produtos acabados certificados RSPO, proveniente a montante da plantação de palmeiras certificadas RSPO e geridas em consequência segundo os seus princípios e critérios.
• na impossibilidade e por razões de não se poder substituir e não disponibilidade de óleo de palma (e de palmista) certificados RSPO Segregada ou Mass Balance, compensar os volumes de óleo de palma “convencionais” correspondentes pela compra de certificados “Book & Claim”, sabendo no entanto que esta última possibilidade só pode ser, para a insígnia, uma etapa intermediária.

Neste contexto, as acções encetadas respeitam os eixos seguintes:

1 – Ter uma pegada óleo de palma 100% responsável, pela substituição ou obtenção de garantias de sustentabilidade.
2 – Formar as nossas equipas
3 – Sensibilizar os nossos fornecedores
4 – Informar os consumidores
5 – Assegurar a transparência do nosso procedimento, com um perímetro e objetivos claramente definidos e comunicados assim que os resultados disponibilizados anualmente.

As nossas ações no período 2009-2011
1 - Ter uma pegada óleo de palma 100% responsável, pela substituição ou obtenção de garantias de sustentabilidade.


A implementação da substituição pode ser dificultada por razões de restrições tecnológicas. Antes de proceder à substituição do óleo de palma por outro óleo, convém adaptar o processo de fabrico e verificar que não vai modificar a textura do produto ou seu sabor ou sua estabilidade no tempo. Isto necessita de testes sensoriais junto de consumidores e estudos ditos de “envelhecimento” que podem levar vários meses para os produtos de mercearia e congelados.

Desde 2009, as equipas qualidade, compra e os industriais no momento dos pedidos de ofertas ou dos desenvolvimentos de novos produtos alimentares realizam estudo de fasibilidade tecnológica e económica.

Em 2009 também, a decisão foi tomada de substituir o óleo de palma pelo óleo de girassol, para as batatas fritas Marque Repère comercializadas em 2010.

A parceria com TFT permitiu-nos também definir objetivos ilustrados abaixo para os produtos alimentares e DPH.

Neste quadro, a entidade encarregada do desenvolvimento das gamas dos produtos MDD da insígnia (Scamark SA) aderiu ao RSPO em Novembro 2010. O estatuto efetivo de membro RSPO pode ser consultado no endereço seguinte: www.rspo.org/?q=glossarymember/s.

Desde 2009, 3350 toneladas ou seja 30% do óleo de palma foram substituídos por outras matérias gordas (exemplo: óleo de girassol) nos produtos MDD alimentares tais como batatas fritas, batatas congeladas e mistura ralada de queijos.

Em 2011: - os produtos MDD (alimentares e DPH) necessitarão, a perímetro constante, cerca de 6700 toneladas de óleo de palma bruto ( e de palmista) (o que representa 0,014% da superfície cultivada mundial) para o seu fabrico. - 1490 toneladas de óleo de palma foram compensadas pela compra de certificados “Book & Claim” - 27 toneladas de óleo de palma utilizados para o fabrico de produtos Marque Repère e ECO+ são por outro lado a partir de agora proveniente de uma fileira RSPO Mass Balance.

Desde 2009, 3350 toneladas ou seja 30% do óleo de palma foram substituídos por outras matérias gordas (exemplo: óleo de girassol) nos produtos MDD alimentares tais como batatas fritas, batatas congeladas e mistura ralada de queijos.

Em 2011: - os produtos MDD (alimentares e DPH) necessitarão, a perímetro constante, cerca de 6700 toneladas de óleo de palma bruto ( e de palmista) (o que representa 0,014% da superfície cultivada mundial) para o seu fabrico. - 1490 toneladas de óleo de palma foram compensadas pela compra de certificados “Book & Claim” - 27 toneladas de óleo de palma utilizados para o fabrico de produtos Marque Repère e ECO+ são por outro lado a partir de agora proveniente de uma fileira RSPO Mass Balance.

Em finais de 2011, a substituição foi realizada em prioridade para produtos contendo taxas de óleo de palma significativas e representando toneladas importantes para as quais não existia restrição tecnológico maior.

Em finais de 2011, o objetivo de 50% de substituição não será atingido. De facto, a implementação da substituição pode ser dificultada por razões de restrições tecnológicas. Antes de proceder à substituição do óleo de palma por outro óleo, convém adaptar o processo de fabrico e verificar que não vai modificar a textura do produto ou seu sabor ou a sua estabilidade no tempo. Isto necessita testes sensoriais junto dos consumidores e dos estudos ditos de “envelhecimento” que podem levar vários meses para os produtos de mercearia e congelados.

2 – Formar as nossas equipas

Os diferentes relatórios e análises de TFT foram disponibilizados ao conjunto das equipas responsáveis pelo desenvolvimento das gamas de produtos MDD (Marketing, Compras, Qualidade).

Um modo operatório foi implementado para as diferentes equipas de modo a explicar-lhes os diferentes níveis de certificação para o óleo de palma (Book and Claim, Mass Balance e Segregated) e orientá-los nos pedidos feitos aos fornecedores.

O serviço consumidor dedicado aos MDD, serviço responsável pelo registo e resposta às solicitações dos consumidores também foi formado acerca do óleo de palma. Um documento com as respostas às perguntas mais correntes dos consumidores será disponibilizado até ao final do ano.

De modo geral, todos os novos elementos relativos as implicações da fileira o óleo de palma são-lhes comunicado regularmente.

3 – Sensibilizar os nossos fornecedores

Para os fornecedores de produtos MDD

O estudo de TFT demonstrou a primeira necessidade de informar os fornecedores de produtos MDD sobre as implicações e os diferentes níveis de garantias no quadro da certificação RSPO.

O portal fornecedores MDD (alimentar e DPH) dedicado às iniciativas ambientais (contratos de progresso ambiente fornecedores) coloca à disposição de todos os fornecedores uma síntese global das implicações sobre o óleo de palma. Tem como objetivo ajudar e incentivar os industriais a afinar as suas exigências em matéria de compra de óleo de palma para que possam levar os seus traders a desenvolver a oferta de óleo certificado.

O portal fornecedores MDD (alimentar e DPH) dedicado às iniciativas ambientais (contratos de progresso ambiente fornecedores) coloca à disposição de todos os fornecedores uma síntese global das implicações sobre o óleo de palma. Tem como objetivo ajudar e incentivar os industriais a afinar as suas exigências em matéria de compra de óleo de palma para que possam levar os seus traders a desenvolver a oferta de óleo certificado.

Para os fornecedores de produtos de Marcas Nacionais (MN)

A insígna incentiva os seus fornecedores a participarem às reuniões de sensibilização e de troca de experiências para uma utilização exclusiva de óleo de palma responsável e traçada. No dia 8 de Novembro 2011, durante a conferência sobre o óleo de palma responsável organizada pela TFT, a insígnia apresentou publicamente as suas abordagens e seu retorno de experiência na implementação da sua política e sobre os desafios da substituição e da obtenção de óleo de palma traçada e responsável.

Sempre em 2011, a insígnia lançou o seu procedimento dito “consumo responsável” comprometendo-se assim a tornar o consumo responsável acessível a todos. O objetivo deste procedimento é duplo: disponibilizar aos consumidores uma informação viável e clara que facilita as suas escolhas, incentivar os fornecedores a produzir de maneira mais responsável. O procedimento “Consumo responsável” consiste, para a insígnia, em identificar e selecionar produtos de consumo corrente indo no sentido de um consumo sustentável, na base de uma grelha “multicritérios” estabelecida com o apoio de um Gabinete especializado em meio ambiente. Este compromisso concretiza-se com uma oferta de produtos, alimentares e não alimentares; oferta colocada sob o símbolo “Aprovado Consumo Responsável”.

Neste quadro, para os produtos susceptíveis de conter ingredientes a base de óleo de palma ( e de palmista), o respeito desta política de compra responsável é um pré-requisito indispensável ao destaque dos produtos.

4 – Informar os consumidores

Desde 2004, a espécie vegetal dos óleos utilizados para o fabrico dos produtos alimentares MDD é sistematicamente comunicada aos consumidores na etiqueta e/ou no site Internet dedicado aos MDD (Inserção da ligação Marque Repère: http://www.e-leclerc.com/c2k/portail/marque7home.asp).

Além disso, quando pelo menos 95% de óleo de palmo é certificado RSPO Mass Balance ou Segregada nos produtos, a certificação é destacada nos produtos. É o caso por exemplo das sopas da Marque Repère.

5 – Assegurar a transparência do nosso procedimento, com um perímetro e objetivos claramente definidos e comunicados assim que os resultados disponibilizados anualmente.

Este documento de comunicação externa foi estabelecido em Julho 2010. Foi publicado a 9 de Dezembro 2011 após reutilização.

OS EIXOS DE TRABALHO PARA 2012-2015

1 – Ter uma pegada óleo de palma 100% responsável para substituição ou obtenção de garantias de sustentabilidade para os produtos MDD (alimentares e DPH).

O nosso objetivo alvo é que fim 2015 a nossa pegada florestal óleo de palma seja 100% sustentável.

- Substituir o óleo de palma sempre que exista uma alternativa e compatível com a tecnologia e a qualidade dos produtos (organolépticos, conservação, qualidades nutricionais, …).

Objetivo: substituir no mínimo 50% dos volumes para finais 2012/2013.

- Quando a substituição por outras matérias gordas não é possível, implementar o óleo de palma traçado.

Objetivos:
- 100% de óleo de palma compensada pela compra de certificados “book and claim”* em finais 2012/2013,
- 100% de tonelagens certificadas em “mass balance” ou “segregated”, em função do mercado, em finais 2015. *: ou se possível, mass balance


2- Formar as nossas equipas

Seguir as ações para os produtos alimentares e DPH.

3 – Sensibilizar os nossos fornecedores

Continuar as ações para os produtos alimentares e DPH.

4 – Informar os consumidores

- Continuar as ações para os produtos MDD alimentar e DPH. - Continuar o destaque da certificação RSPO para os produtos que são beneficiados, e informar os consumidores sobre as suas garantias.

5 – Assegurar a transparência do processo, com um perímetro, dos ojetivos e dos resultados disponibilizados anualmente.

Este documento de comunicação externa será revisto e disponibilizado em Novembro 2012.

MDD: marcas de distribuidor Marque Repère, ECO+, Nos Régions ont du talent (alimentar), Les 3 Meuniers (alimentar)
DPH: drogaria, perfumaria, higiene

TFT (The Forest Trust ) é uma organização sem fins lucrativos que ajuda as empresas a perceberem os impactos sócio-ambientais potencialmente prejudiciais dos seus produtos. Prioritariamente, o TFT trabalha na gestão legal e responsável das florestas tropicais trabalhando nas categorias de produtos e as matérias-primas associadas susceptíveis de contribuir para a desflorestação (madeira, óleo de palma, pasta de papel/papel, soja, couro…). Paralelamente, o TFT trabalha também sobre as problemáticas sociais gravitando à volta destas actividades. Para mais informações, ver o site: www.tft-forest.org

Certificado Book and Claim: este sistema permite a compensação do óleo de palma convencional utilizado pela compra de certificados correspondentes a volumes de óleo de palma colhidos nas plantações certificadas RSPO, independentemente da cadeia de fornecimento físico. Uma vez estes certificados comprados, as plantações certificadas RSPO desclassificam os volumes de óleo de palma correspondentes em óleo convencional injectado no mercado tradicional.

Certificação RSPO Mass Balance (MB): este sistema mistura óleo de palma proveniente de plantações RSPO com óleo de palma convencional através de um seguimento contabilístico e financeiro do óleo de palma certificado RSPO e dos seus derivados, no conjunto da cadeia de fornecimento.

Certificação RSPO segregada (SG): Este sistema garante ao longo da cadeia de fornecimento que 95% pelo menos do óleo de palma e dos seus derivados utilizados no fabrico dos produtos acabados é proveniente de plantações certificadas RSPO.
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