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PROTEÇÃO DAS ESPÉCIES DA FILEIRA PEIXES

Fonte importante de proteínas animais de alta qualidade para o homem, o peixe encontra-se no menu de mais de 50 mil milhões de consumidores na Europa. Temos de conservar este recurso para as futuras gerações.

De há uns anos para cá, o problema do esgotamento dos recursos pesqueiros sobe fortemente na opinião, interpelando as instituições e os atores económicos. A pesca francesa está em plena reestruturação e a reforma da Política Comum da Pesca que vai iniciar em 2010 deverá lançar as bases de uma pesca sustentável, tendo em conta objetivos ambientais, económicos e sociais. O equilíbrio económico do setor é muito frágil e sob assistência financeira para adequar as práticas aos recursos disponíveis, desenvolver a piscicultura marinha… Qualquer acção de redução dos fornecimentos pode, por conseguinte ter um impacto sobre o equilíbrio da fileira.

Insígnia responsável, plenamente comprometida nas problemáticas ambientais, o E. Leclerc quer fazer prova de pragmatismo: considerar ao mesmo tempo os efeitos económicos na fileira pesca de uma medida brutal de suspensão de fornecimentos e o impacto da sua oferta nos recursos pesqueiros. Por outro lado, a forte presença da insígnia em todas as zonas costeiras de pesca torna-a muito sensível às consequências na economia local das medidas que toma.


AS AÇÕES DA INSÍGNIA

O E. Leclerc solicitou a realização em 2008 um diagnóstico externo, diagnóstico realizado pelo Bureau Véritas, do nível de domínio Qualidade e Desenvolvimento sustentável para os produtos frescos vendidos nos lineares da insígnia (pesca e aquacultura).

O diagnóstico levou à implementação de um plano de ações 2009-2010 seguido por um comité de pilotagem constituído por compradores e engenheiros qualidade juntando as diferentes entidades da insígnia.

A insígnia E. Leclerc compromete-se em 6 medidas concretas:

1 - Suspensão de comercialização de 4 espécies

• Alabote (Alabote do Atlântico) (Hippoglossus hippoglossus) (Atlântico Nordeste);
• Ling azul (Molva dypterygia) (Atlântico Nordeste),
• Carocho (tubarão) (Centroscymnus coelolesis e Centrophorus squamosus) (Atlântico Nerdeste),
• atum vermelho (Thunnus thynnus) (Atlântico Nordeste e Mediterrânea) proveniente dos 28 seiners listados em anexo 1 do decreto de 25 janeiro 2010.

Esta lista foi estabelecida tendo em conta os impactos económicos e sociais na fileira pesca.

Para o atum vermelho, os nossos fornecimentos são provenientes em 90% da pesca nacional e representam 20% de pesca artesanal. O nosso compromisso sobre o fim da comercialização desta espécie não pode, por conseguinte, ser generalizada para o conjunto da fileira: por isso, mantemos a comercialização do atum vermelho proveniente da pesca artesanal.

2 - Implementação de plano de ações para as espécies em risco:

Listas vermelha e laranja das espécies provenientes da pesca

A lista vermelha das espécies pescadas é a seguinte:

• cação galhudo (Sqaulus acanthias) (Atlântico Nordeste),
• lagartixa-da-rocha (Coryphaenoides rupestris) (Atlântico Norte),
• cantarilho (Sebastes mentella) (Atlântico Nordeste).

Para o conjunto destas espécies comprometemo-nos a:
• não fazer qualquer promoção nacional, regional e loja (folhetos, ILV…);
• exigir dos nossos fornecedores:


- o respeito dos tamanhos legais,
- e as provas do respeito das cotas

Propôr progressivamente espécies de substituição.

A lista laranja das espécies (espécies pescadas no Atlântico Nordeste) é a seguinte:

• o bacalhau fresco (Gadus morhua),
• alabote (alabote da Gronelândia) (Reinhardtius hippoglossoides),
• tamboril (Lophius piscatorius e Lophius budegassa),
• pescada (Merluccius merluccius),
• peixe espada preto (Aphanopus carbo).

Para cada uma destas espécies, comprometemo-nos a exigir dos nossos fornecedores:

- o respeito dos tamanhos legais,
- e as provas do respeito das cotas

Por outro lado, estas espécies serão submetidas a análises específicas de modo a definir as ações possíveis futuras tais como:

• a preferência por fileiras certificadas,
• a substituição progressiva por outras espécies (pesca ou viveiro).

Lista laranja das espécies provenientes de aquacultura:

• camarão (penaeus vannamei e penaeus monodon),
• panga (pangasius hypophtalmus),
• salmão (salmo salar),
• tilápia-do-nilo (oreochromis niloticus).

Para estas espécies, os nossos cadernos de encargos integram os critérios permitindo limitar os riscos sanitários sociais e ambientais.

3 - Formação das nossas equipas sobre as problemáticas da pesca e dos riscos específicos para a aquacultura.

O E. Leclerc comunica ativamente junto dos seus compradores através da difusão das orientações, dos compromissos da insígnia em matéria de fornecimentos.

4 - Participação no comité de pilotagem “Ecolabel, Pesca sustentável e Responsável” iniciada pela FranceAgrimer 1

A insígnia participa nas reuniões dos comités de pilotagem sobre a elaboração de um ecolabel comunitário e nacional e sobre a marca “pesca sustentável e responsável”.

5 - Cooperação europeia no quadro de COOPERNIC 1

A insígnia trabalha com os seus parceiros de Coopernic nomeadamente sobre a colocação em comum de listas de espécies ameaçadas e de boas práticas de gestão da fileira.

6 - Informação dos consumidores

A insígnia comunica para o grande público através dos seus suportes de comunicação tais como os folhetos promocionais, os ILV, … de modo a acompanhar os consumidores neste processo “sustentável”.


(1) Gabinete Véritas: sociedade de serviço propondo uma gama completa de prestações cobrindo a inspeção, a auditoria, os testes até a análise, tocando várias áreas tais como a agro-indústria. O Gabinete Véritas realizou o diagn´stico da fileira maré da insígnia E. leclerc.
(1) Coopernic: Cooperativa Europeia de Referenciação e de Negócio dos Independentes Comerciantes juntam cinco grupos Colruyt (Bélgica), CONAD (Itália), COOP (Suiça), E. LECLERC (França), e REWE (Alemanha). O seu objetivo é trocarem o saber-fazer, diminuir os custos de logística, alargar a oferta, aumentar os seus desempenhos nos respetivos mercados nacionais… de modo a proporcionar aos consumidores as melhores condições de compra e acesso aos produtos.
(1) ICES: O ICES é um organismo que coordena e promove a pesquisa marinha no oceanográfico, o ambiente marinho, o eco sistema marinho e os recursos marinhos no Atlântico do Norte. Os Conselhos do ICES são conselhos científicos sobre o eco sistema marinho para os governos e os organismos de regulamentação internacionais que gerem os mares Oceânicos e adjacentes Atlânticos do Norte. O ICES estabelece bases de dados do mundo inteiro sobre a pesca marinha, a oceonografia e o ambiente marinho
(1) FranceAgrimer: estabelecimento nacional dos produtos de agricultura e do mar tendo a seu cargo a gestão das fileiras das grandes culturas, da criação, da pesca, da aquacultura, dos vinhos, dos frutos e legumes, da horticultura, das plantas de perfume, aromáticas e medicinais.
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